domingo, 8 de abril de 2012
Feliz Páscoa 2012
Caros amigos. A solenidade da Páscoa do Senhor é a festa mais importante de todo o calendário litúrgico e celebra o que há de mais central em nossa fé: Cristo ressuscitou! Um acontecimento histórico que não é objeto de simples memória, mas de vivência profunda para todos os que conhecem o Cristo. Em minha homilia da quarta-feira de cinzas, alertava sobre a importância do jejum, da oração e da caridade, e que o jejum que mais agrada a Deus é o “jejum do pecado”. Quando experimentamos agora a beleza da solenidade pascal entendemos todo o sentido da austeridade quaresmal. Se, nos quarenta dias de preparação, nos esforçamos verdadeiramente para viver como bons filhos e filhas de Deus, jejuando do pecado; na alegria da festa da ressurreição, exultamos por ressurgir de nossos vícios e pecados. O pessimismo ocasionado por nossos pecados e os pecados dos outros homens, deve ser banido pela força da ressurreição de Cristo, que atrai a todos para Deus. O Santo Padre, o papa Bento XVI, em sua mensagem para a quaresma deste ano dizia “que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Hb 6, 10)”, porém, devemos ter consciência que assim como a Páscoa de Cristo foi plantada com suor, lágrimas e uma inigualável paciência diante das injustiças e da maldade dos homens, para ressurgir “ao terceiro dia”; do mesmo modo, não devemos temer o esforço necessário para plantar nossas boas ações e propósitos. A luta contra as trevas é árdua, e em não poucas ocasiões fazer a vontade de Deus exige uma grande medida de esforço pessoal e comprometimento consciente em meio a incompreensões e críticas, porém sabemos, graças à caridade de Cristo, que todos os nossos sofrimentos pelo bem florescerão ao seu tempo e nos alegraremos com seus resultados. Nossa responsabilidade no tempo da Páscoa continua a mesma: adianta-se no amor, no serviço e nas boas obras, na certeza de que não agimos sozinhos, conosco está o ressuscitado! Procuremos nossos irmãos neste tempo pascal, talvez aqueles que estão mais desanimados sob o peso dos fardos desta vida, e animemo-nos uns aos outros a traduzir por nossas obras a alegria do anuncio da ressurreição. Anunciemos aos jovens, e aos idosos, às famílias e nas escolas, nos lugares de trabalhos, nas ruas e nas praças: Cristo ressuscitou, é hora de ressuscitar! Deixemos as trevas do pessimismo, pois chegou a luz de Cristo.
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